...a escrever sobre dialise desde 2007...

28
Jan 11

Foram detectados durante a realização de testes de rotina na fábrica da Baxter Médico Farmacêutica na Irlanda níveis elevados de endotoxinas em alguns lotes e, após condução de uma investigação, verificou-se a existência de problemas em dois dos dez tanques utilizados na linha de produção das soluções de diálise peritoneal (Dianeal, Extraneal e Nutrineal).

A Agência Europeia do Medicamento (EMA) foi informada pela Baxter Médico-Farmacéutica que o problema da presença de endotoxinas nas soluções de diálise peritoneal – Dianeal, Extraneal e Nutrineal – não se encontra ainda resolvido, pelo que, neste momento, esta unidade fabril encontra-se encerrada.

“Apesar do número de lotes potencialmente afectados ser reduzido, existe o risco de desenvolvimento de peritonite asséptica. No entanto, não é possível efectuar a recolha dos lotes no mercado, tendo em conta a não existência de alternativas terapêuticas e o risco de complicações clínicas associado à interrupção do tratamento”, refere o Infarmed numa circular publicada no site oficial.

Mas até à substituição total dos lotes no mercado, o Infarmed recomenda aos médicos para avaliarem a situação de cada doente e ponderarem a continuação da realização da diálise peritoneal tendo em conta o risco de peritonite asséptica.

“Os médicos devem considerar as alternativas disponíveis dependendo do tipo de solução e de diálise que o doente se encontra a realizar”, aconselha ainda.

Por outro lado, os doentes que se encontrem a fazer diálise peritoneal com uma destas soluções devem contactar o seu médico para avaliação da necessidade de alteração do tratamento.

“Os doentes e os médicos devem estar alerta para o aparecimento de sinais e sintomas que possam sugerir o desenvolvimento de uma peritonite asséptica, tais como o aparecimento de efluentes turvos visível no saco de recolha da drenagem, dor abdominal, náuseas, vómitos e eventualmente febre”, acrescenta.

Todos os casos suspeitos de peritonite asséptica devem ser notificados ao Infarmed ou à Baxter Médico-Farmacêutica.

O Comité de Medicamentos para Uso Humano já iniciou uma avaliação de todo o processo de fabrico das soluções de diálise peritoneal da Baxter nesta fábrica.

Foram detectados durante a realização de testes de rotina na fábrica da Baxter na Irlanda níveis elevados de endotoxinas em alguns lotes e, após condução de uma investigação, verificou-se a existência de problemas em dois dos dez tanques utilizados na linha de produção das soluções de diálise peritoneal.

De acordo com a Baxter, já se encontram em produção novos lotes e a substituição gradual de todos os lotes deverá estar concluída em Março de 2011.

 

fonte:http://www.publico.pt/

publicado por rui sousa às 11:37

17
Abr 10

Após ter lido no blog Plano de Cuidados, um post sobre esta noticia, deparo-me com algumas dúvidas...

Como diz o Daniel Rodrigues, (e com alguma razão!) estes transportes deveriam ser realizados por ambulâncias, visto estarem melhores equipadas e terem pessoal com mais formação!!! Se isto é verdade, é verdade também que já existe empresas, especializadas no transporte de doentes, onde se incluem o transporte para a hemodiálise. Se isto garante uma melhoria dos cuidados? só por si, garantidamente que não!!! De que nos vale o doente ir numa ambulância (só de nome, às vezes é mais uma carrinha de transporte) com pessoal com pouca formação (atenção que sei que existe formação, e não estou a falar dos bombeiros!) se acontecer algum incidente na viagem o que podem fazer é trazer de volta à clinica ou envia-lo ao serviço de saúde mais próximo!!! isto é o que acontece com os taxistas!!!

Agora não gosto de ver, 4 doentes enfiados num taxi, como lata em sardinhas, muitos deles com mais de uma hora de viagem...

Nesta situação as ambulâncias podem permitir outro conforto..

Por exemplo falou-se muito da gripe A, de todos os cuidados a serem estabelecidos nos hospitais, clínicas, todos os serviços de saúde, e estes doentes vinham e veêm dentro das suas "latinhas" para o tratamento!!! Mais uma vez estavam a "tapar o sol com a peneira"!!!

Outra situação referida na noticia original, é o termino do pagamento aos taxistas, sendo o doente a adiantar esse valor!! Aqui irá ser um problema para os doentes, sendo que muitos são idosos, com baixos rendimentos, sem quaisquer condições de suportarem estes valores... mas que assume a responsabilidade de estes doentes não irem para as clínicas??? os taxistas??? as ARS??? alguém será responsável...

Muitos tópicos para uma discussão mais ampla... podem acompanhar a troca de opiniões no Plano de Cuidados, esta foi só uma visão de alguem que trabalha na área.

publicado por rui sousa às 22:17
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14
Abr 10

O Estado gasta 290 milhões de euros por ano com os cerca de 10 300 doentes dependentes de hemodiálise, o que corresponde a uma despesa de 5,6 milhões de euros por semana (um milhão por cada dia útil), segundo dados fornecidos ao CM pela Fundação Renal Portuguesa (FRP). Deste valor, o Ministério da Saúde adianta que 130 milhões são pagos às empresas privadas, que concentram 95% dos serviços nesta área através de convenções.

Para reduzir esta dependência do privado, o Ministério da Saúde vai investir na área da diálise no sector público, com a criação de novas unidades e remodelação das existentes nos hospitais, anunciou ontem o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Manuel Pizarro, no Parlamento, num debate em que também esteve presente a ministra Ana Jorge. Um dos exemplos do reforço é a criação de um centro no Hospital S. João (Porto) para substituir a assistência já prestada no serviço de nefrologia.

Enquanto não avançam os projectos no público, a FRP inaugura segunda-feira, em Portalegre, a primeira das 15 clínicas de hemodiálise, cujo protocolo foi assinado em Agosto de 2009 com o MS. Esta entidade tem capacidade para 360 doentes e vai concorrer com o sector privado, que está a construir um centro naquela cidade. A oposição levantou dúvidas sobre o protocolo. Ao CM, o presidente da FRP, José Manuel Guillade, afirmou que o novo centro vai "receber doentes do SNS".

MINISTRA RECONHECE MONOPÓLIO DOS PRIVADOS NA HEMODIÁLISE

A ministra da Saúde, Ana Jorge, admitiu ontem perante os deputados da Comissão parlamentar de Saúde, que há efectivamente uma “concentração excessiva” do sector privado, detém 95%, na área da hemodiálise e defendeu, juntamente com o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Manuel Pizarro, a necessidade de alternativas. Isto é mais empresas a entrar no mercado e dar mais relevo ao sector público, melhorando os serviços já existentes e criando outros. Manuel Pizarro disse ainda que o Estado estaria a pagar um valor “excessivo” por esta prestação de serviços e que devido ao monopólio, desde 2005, que o Governo não consegue renegociar o preço das convenções nesta área, quando a intenção era reduzir aquilo que o Estado paga aos privados por estes serviços. Tanto mais que as duas multinacionais que dominam este mercado também monopolizam o fornecimento dos equipamentos e os transportes na hemodiálise.

Esta foi a forma encontrada pela Ministra e pelo Secretário de Estado para responder às criticas dos deputados da Comissão, nomeadamente de João Semedo do Bloco de Esquerda, e de Bernardino Soares do PCP , sobre a excessiva dependência do Estado dos privados nesta área. Rosário Àguas, deputada do PSD, levantou dúvidas em relação ao Protocolo com a Fundação Renal Portuguesa que prevê a construção de 15 novos centros de hemodiálise, um dos quais em Portalegre.

A deputada social-democrata, alegou que  este protocolo viola a lei "as convenções” que devem “ser celebradas com uma lógica prévia de  planeamento e de identificação das necessidades dos cidadãos do ponto de  vista regional, geograficamente".

O Secretário de Estado, Manuel Pizarro argumentou que a Entidade Reguladora da Saúde  tinha dado um parecer sobre o protocolo, concluindo que não tinha havido “privilégios”. Mas não soube explicar como é que o Governo se compromete em assinar convenções com 15 centros sem saber onde vão ser instalados.

Manuel Pizarro alegou também que a instalação de centros de diálise não obedecem à regra que obriga a pedido de autorização prévia e que o Ministério apenas foi contactado para proceder à atribuição de licença e da convenção. Esta justificação levou o deputado João Semedo a dizer que, pelos vistos, “é mais fácil Abril um centro de hemodiálise do que uma restaurante ou um talho”.  Bernardino Soares acabou por solicitar à Ministra um balanço das unidades de diálise do Estado e a enumeração de projectos futuros. O secretário de Estado respondeu que não tinha dados, mas que havia projectos em curso para melhorar unidades nos hospitais e criar outras, dando o exemplo do projecto para a criação de um novo centro no S.João, no Porto.

Foi nesta audição da comissão de saúde que a Ministra admitiu ainda que a construção do novo IPO de Lisboa continua sem decisão, que o diploma para a reintegração de médicos reformados ainda vai ser avaliado e que não abrange apenas os cerca de 600 médicos que pediram este ano a aposentação, mas também os clínicos que já estejam na reforma e que não tenham atingindo a idade máxima dos 70 anos.

 

15 CENTROS DA FUNDAÇÃO RENAL VÃO CUSTAR 40 MILHÕES DE EUROS

Os 15 centros de hemodiálise que a Fundação Renal Portuguesa (FRP) vai construir em todo o País custam cerca 40 milhões de euros. Até ao final do ano serão construídas “três ou quatro novas unidades”, segundo o fundador da FRP, José Manuel Guillade.

Cada unidade representa um custo de um milhão de euros na construção da unidade e um milhão e meio de euros nos equipamentos.

Ao CM, José Manuel Guillade afirmou que o financiamento é suportado por privados e empréstimos “Conseguimos financiamento através de empréstimos bancários, de patrocinadores (sponsors) e, especialmente, de donativos de particulares. Não há um único cêntimo público, não recebemos dinheiro nenhum do Estado.” A contratação de recursos humanos também não é problema para a fundação. “Iremos ter médicos nefrologistas, enfermeiros, nutricionistas, podologistas (para tratar os pés), assistentes sociais e psicólogos, estes últimos especialistas não são obrigatórios por lei.

José Manuel Guillade afirmou ser um dos três fundadores da FRP. Os restantes são o professor universitário José António Colaço, docente no Departamento de Polímeros da Universidade do Minho, e as duas associações de doentes, a Associação Portuguesa de Insuficientes Renais e a Associação de Doentes do Norte de Portugal.

 

fonte: correio da manha online

publicado por rui sousa às 23:36
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16
Fev 10

 

A Fresenius Medical Care USA Inc. tem previsto um investimento de 8 milhões de dólares na compra de 100% da X-corporeal, o que vai permitir disponibilizar ao mercado um rim artificial móvel.

 

Trata-se do desenvolvimento de uma plataforma tecnológica extracorporal destinada a ser utilizada em dispositivos para substituir a função de vários órgãos humanos. A plataforma inclui três produtos iniciais: um Rim Artificial Portátil (Portable Artificial Kidney - PAK) para terapêuticas hospitalares de substituição renal, o XCR-6 para hemodiálise em casa e um Rim Artificial Móvel (Wearable Artificial Kidney - WAK) para hemodiálise contínua ambulatória.

 

A administração da X-corporeal aprovou unanimemente a venda e a conclusão do processo de aquisição, que será realizado em três fases, irá decorrer até final do mês de Fevereiro do corrente ano.

 

Ricardo Da Silva, Presidente do Conselho de Administração da Fresenius Medical Care Portugal reforça que “Damos mais um passo na liderança tecnológica de soluções terapêuticas que irão proporcionar uma melhor qualidade de vida aos Insuficientes Renais Crónicos”.

 

fonte:www.fresenius-medical-care.pt

publicado por rui sousa às 15:34
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05
Fev 10
A ADSE está pronta para, no prazo de uma semana, reembolsar toda a facturação que lhe seja apresentada, mas ao SNS e não directamente às clínicas que fazem hemodiálise.

A resposta de uma fonte oficial do Ministério das Finanças surge depois de a Associação Nacional dos Centros de Diálise (ANADIAL) ter afirmado que o Estado tem uma dívida global superior a 33 milhões de euros às clínicas privadas de hemodiálise e que só a ADSE deve cerca de 26 milhões.
   
A mesma fonte do Ministério das Finanças, citada pela agência Lusa, esclareceu que, a partir do acordo celebrado no início de 2008, «as clínicas de hemodiálise relacionam-se exclusivamente com as entidades do Ministério da Saúde» e que até ao final de 2009 estas foram «reembolsadas pela ADSE dos encargos com os seus beneficiários».
 
Segundo um documento da ANADIAL enviado à agência Lusa, as facturas mais antigas em dívida reportam-se a cuidados de saúde prestados em Março de 2008, sendo que «há 23 meses que a generalidade das clínicas não recebe qualquer pagamento por parte» da ADSE e dos subsistemas públicos de saúde. 
 
Para a ANADIAL, esta situação é «insustentável e, se não for resolvida de imediato, poderá pôr em causa a actual cobertura da rede de cuidados de saúde, no âmbito da hemodiálise».

Uma fonte do Ministério da Saúde disse, esta terça-feira, à TSF que o pagamento dos sete milhões de euros que neste momento a tutela tem de pagar às clínicas privadas de hemodiálise não está atrasado, já que o processo está em fase de conferência das facturas.

publicado por rui sousa às 13:00
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04
Fev 10
 

A Associação Nacional de Centros de Diálise (Anadial) acusa o Estado de estar a dever 33 milhões de euros às suas associadas, relativos à realização de tratamentos de hemodiálise. Em comunicado, a associação diz que a maior parte da dívida está associada aos subsistemas públicos, como a ADSE. Só esta tem em dívida 26 milhões.

"As facturas mais antigas reportam-se a cuidados de saúde prestados aos beneficiários em Março de 2008", refere o presidente da associação. César Silva refere que "há 23 meses que a generalidade das clínicas não recebe pagamento destas entidades, financeiramente responsáveis pelos cuidados prestados aos beneficiários". A situação, diz, é "insustentável".

Os prestadores de cuidados de hemodiálise, lançam o alerta: "Se não for resolvido o problema de imediato, poderá ser posta em causa a actual cobertura da rede".

O tratamento de doentes com insuficiência renal já esteve envolvido em várias polémicas. Algumas envolvem a falta de transparência nos processos de exploração dos centros de diálise, dos hospitais, como as adjudicações com mais de 20 anos de centros a entidades privadas, sem se conhecerem critérios. Recentemente, o DN noticiou um acordo estatal com a Fundação Renal, que não tinha personalidade jurídica, com vista à criação de 15 centros.

O Ministério da Saúde esclareceu que, neste momento, tem sete milhões de euros por pagar às clínicas mas que o pagamento não está atrasado, apenas dependente da "conferência das facturas". A ADSE também se mostrou pronta para reembolsar a facturação que seja apresentada, numa semana.

 

fonte: http://dn.sapo.pt

publicado por rui sousa às 12:55
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03
Fev 10


O Ministério da Saúde assinou um protocolo, em Agosto, com a Fundação Renal Portuguesa que permite a esta entidade entrar no mercado da diálise e facturar, pelo menos, 35 milhões de euros por ano. Os parceiros no sector acusam o Governo de favorecer unilateralmente aquela entidade, que pode vir a construir 15 novas unidades de diálise sem que sejam lançados concursos públicos, promovendo concorrência desleal no sector.

 

O Ministério da Saúde refuta as acusações, diz que não foi estabelecido nenhum acordo nem compromisso negocial e sublinha que o protocolo prevê a aceitação da fundação na entrada no mercado da diálise desde que cumpra as regras e sejam estabelecidas convenções.

O CM apurou junto da Entidade Reguladora da Saúde (ERS) que o caso está a ser analisado. "Recebemos a exposição do assunto, temos conhecimento do protocolo e estamos a analisar a questão", referiu ao Correio da Manhã o presidente da ERS, Álvaro Almeida, acrescentando "estar a apurar se são violadas as regras da concorrência". Quanto a conclusões, Álvaro Almeida afirmou que "só dentro de algumas semanas".

César Silva, presidente da Associação Nacional dos Centros de Diálise (Anadial), acusa o Ministério da Saúde de privilegiar a Fundação Renal Portuguesa. "Para as instituições funcionarem têm de ter riqueza, e não se conhece capital naquela entidade. Não entendo por que o ministério está a favorecer a fundação ao dispensar o licenciamento das unidades que vai gerir, porque as entidades públicas são obrigadas a passar pelo crivo das autorizações."

Acusações semelhantes partem do médico Cândido Ferreira, interessado em investir no sector. "Esperava que houvesse um concurso público para a abertura dos 15 novos centros de diálise mas foram oferecidos à fundação, que vai gerir em breve o novo centro de Portalegre e terá uma facturação de cinco milhões de euros." O CM tentou obter um esclarecimento do responsável da fundação mas tal não foi possível até ao fecho desta edição.

ASSOCIAÇÃO DESMONTA ILEGALIDADES

O gabinete jurídico da Associação Nacional dos Centros de Diálise considera "ilegal" o protocolo entre o Ministério da Saúde e a Fundação Renal Portuguesa. Apesar de os estatutos da fundação terem sido publicados em Diário da República em 2005, a associação alega que aquela entidade "não está reconhecida, porque não tinha personalidade jurídica até ao dia 2 de Dezembro. Tal obrigatoriedade legal é alcançada através de um processo de reconhecimento aprovado pelos ministérios da tutela. Po r isso, o protocolo assinado em Agosto não é legal".

PORMENORES

HEMODIÁLISE

A hemodiálise é uma técnica mediante a qual o sangue é purificado quando o rim não é capaz de assumir tal função. Envolve a passagem do sangue do corpo do doente, através de um tubo, para uma máquina.

NOVE MIL PORTUGUESES

Cerca de nove mil portugueses sofrem de insuficiência renal crónica e necessitam de tratamento de substitutição da função dos rins, seja através de hemodiálise ou de diálise peritoneal.

 

fonte: Correio da Manha 16.01.2010

publicado por rui sousa às 21:59
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A hemodiálise noturna feita em casa pode ser não apenas uma "ponte para o transplante", mas também uma "alternativa adequada" ao próprio transplante.

Hemodiálise em casa

Pacientes que fazem hemodiálise em casa durante a noite têm uma sobrevida tão longa quanto os pacientes que recebem transplantes de rins.

A conclusão é resultado de um estudo envolvendo 1.239 pacientes feito no Canadá e publicado no exemplar de Setembro da revista médica Nephrology Dialysis Transplantation.

A hemodiálise doméstica noturna foi comparada com o transplante recebido tanto a partir de doadores falecidos quanto de doadores vivos.

Os resultados sugerem que a hemodiálise noturna - uma diálise intensiva com sessões de seis a oito horas até sete vezes por semana - pode ser não apenas uma "ponte para o transplante", mas também uma "alternativa adequada" para os pacientes que não contam com doadores ou para aqueles cuja cirurgia representa um risco excessivamente elevado.

Tão bom quanto um transplante

O estudo descobriu que a sobrevivência entre os pacientes que fazem a diálise noturna é semelhante à dos pacientes que receberam o transplante de rins retirados de pacientes que morreram. Os pacientes que receberam doação de rins de pacientes vivos tiveram uma sobrevida ligeiramente maior.

A proporção de morte em cada grupo foi medida ao longo de 12 anos, com dados finais de 14,7% de óbitos para os pacientes que fizeram a hemodiálise noturna, 14,3% para os pacientes que receberam transplantes de doadores falecidos e 8,5% para os pacientes que receberam transplantes de doadores vivos.

Vantagens de hemodiálise noturna

"Este estudo realmente me permitirá responder as perguntas que meus pacientes têm feito ao longo da última década: 'O que a hemodiálise noturna vai representar para a duração da minha vida?' Eu agora posso dizer a eles que essa opção específica de diálise é tão boa quanto receber um transplante de um doador falecido," diz o Dr. Christopher Chan, do Hospital Geral de Toronto.

Os resultados divergem de todas as evidências anteriores, que apontavam que a hemodiálise seria inferior aos transplantes. Segundo o Dr. Chan, o resultado ainda comprova que há ganhos com a diálise feita em sessões mais duradouras e feitas mais frequentemente.

 

fonte: http://www.diariodasaude.com.br/

publicado por rui sousa às 16:12

02
Fev 10

Operação Colectiva de Transplante Renal testa novo procedimento para reduzir os anticorpos e facilitar a compabilidade entre doente e dador vivo.

Foi realizado no Hospital da Universidade de Georgetown em Washington,  dirigido pelo médico Dr. J. Keith Melancon, do serviço Kidney and Pancreas Transplant Surgery and Pediatric Transplantation. 

Ele participou numa equipe de médicos pioneira no uso de plasmaférese para abordar compatibilidade doador de rim.

O procedimento reduz os anticorpos de uma pessoa, permitindo-lhes aceitar órgão de outra pessoa, que é especialmente importante para pacientes com altos níveis de anticorpos que fazem a tradicional relação doador receptor praticamente impossível.

 

 

Apesar de esta noticia da rtp, nao abordar o procedimento, fala-nos da operação colectiva de transplantes renais com dadores vivos, subjacente a este tratamento.

 

 

publicado por rui sousa às 20:18

01
Fev 10
Grupo Parlamentar Bloco de Esquerda
 
 

O Estado optou por atribuir a concessão da exploração das unidades de hemodiálise sediadas nos hospitais distritais de Beja, Évora, Aveiro e Portalegre, entre outros, à iniciativa privada. A privatização destes serviços não constitui, na realidade, uma inovação, na medida em que o Estado já havia estabelecido inúmeras convenções com operadores privados, que têm assegurado os cuidados de hemodiálise, há largos anos, nas regiões com maior densidade populacional, onde a perspectiva de lucro se revelava extremamente aliciante.
O primeiro concurso promovido, no que se refere ao concessionamento das unidades de hemodiálise instaladas nos hospitais distritais, diz respeito ao centro de hemodiálise de Beja, onde, apesar de ter sido anunciada como proposta mais favorável a pertencente à Pluribus, empresa portuguesa, a concessão acabou por ser atribuída a uma multinacional norte-americana (NMC), cuja posição foi posteriormente adquirida pela empresa alemã Fresenius. Assim, o Bloco de Esquerda solicita ao Governo, através do Ministério da Saúde, o ponto de situação de todos os contratos de exploração dos serviços de hemodiálise a nível nacional, nomeadamente no que respeita às situações em que existiu prorrogação – incluindo forma de prorrogação e critérios tidos em conta; Acordo para construção e gestão de um novo Centro de Hemodiálise em Portalegre, firmado entre a Câmara Municipal de Portalegre e a Fundação Renal; Acordo de concessão alegadamente firmado, em Agosto de 2009, entre o Ministério da Saúde e a Fundação Renal, no que respeita à construção e/ou gestão de 15 centros de diálise em Portugal; Acordos celebrados com a Fresenius relativamente à construção de um Centro de Hemodiálise em Portalegre. Veja aqui o Requerimento apresentado.

publicado por rui sousa às 22:01
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