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03
Fev 07

Carlos Silva, o presidente da Associação Portuguesa de Insuficientes Renais (APIR), mostrou-se preocupado com a proposta apresentada pela Associação Nacional de Centros de Diálise (Anadial), segundo a qual o pagamento feito pelo Estado às clínicas privadas passaria a cobrir, além do tratamento, as despesas de transporte, análises clínicas, exames complementares e medicamentos. Este teme que os doentes venham a ser prejudicados, nestes últimos serviços, actualmente assegurados pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS) e deixou críticas às clínicas privadas.

«O Estado paga às clínicas privadas um valor por doente e esse valor vai incluir, além do tratamento, o transporte, as análises clínicas, os exames complementares e os medicamentos», explicou o presidente da APIR.

«Estamos preocupados com essa possibilidade, porque não achamos que para o doente isso seja um benefício», apontou, pondo a tónica nos medicamentos. «É um bocado complicado a sua administração estar dependente de uma clínica. Isto não quer dizer que não acreditemos nos médicos, mas há sempre pressões», referiu.

Na raiz das desconfianças da APIR, relativamente à proposta apresentada pela Anadial, está, segundo o presidente da associação, o incumprimento de algumas medidas previstas no Manual de Boas Práticas de Diálise, do Colégio de Nefrologia da Ordem dos Médicos. Entre elas, disse, «enfermeiros a serem substituídos por pessoas que não o são, redução do seu número, consultas de nefrologia que não existem». 

«Agora fazemos análises mensais, quando elas entrarem para o pacote, vamos fazê-las, possivelmente, de dois em dois meses, de três em três meses», disse. «Se as clínicas não fizerem análises não têm despesas, só têm receitas».

Carlos Silva frisou que outra das preocupações dos doentes é a falta de fiscalização. «Faço diálise há 25 anos e nunca ninguém me perguntou se o tratamento era bem feito (...). Eles são obrigados a fazer um relatório anual sobre a actividade e maior parte deles nem isso faz», acusou.

O presidente da APIR referiu este é um dos aspectos que terá de ser melhorado, caso seja aprovado o «Pacote Diálise», apontando que o próprio secretário de Estado reconheceu hoje esta necessidade.

fonte: www.portugaldiario.iol.pt

publicado por rui sousa às 16:57
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