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Abr 10

O Estado gasta 290 milhões de euros por ano com os cerca de 10 300 doentes dependentes de hemodiálise, o que corresponde a uma despesa de 5,6 milhões de euros por semana (um milhão por cada dia útil), segundo dados fornecidos ao CM pela Fundação Renal Portuguesa (FRP). Deste valor, o Ministério da Saúde adianta que 130 milhões são pagos às empresas privadas, que concentram 95% dos serviços nesta área através de convenções.

Para reduzir esta dependência do privado, o Ministério da Saúde vai investir na área da diálise no sector público, com a criação de novas unidades e remodelação das existentes nos hospitais, anunciou ontem o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Manuel Pizarro, no Parlamento, num debate em que também esteve presente a ministra Ana Jorge. Um dos exemplos do reforço é a criação de um centro no Hospital S. João (Porto) para substituir a assistência já prestada no serviço de nefrologia.

Enquanto não avançam os projectos no público, a FRP inaugura segunda-feira, em Portalegre, a primeira das 15 clínicas de hemodiálise, cujo protocolo foi assinado em Agosto de 2009 com o MS. Esta entidade tem capacidade para 360 doentes e vai concorrer com o sector privado, que está a construir um centro naquela cidade. A oposição levantou dúvidas sobre o protocolo. Ao CM, o presidente da FRP, José Manuel Guillade, afirmou que o novo centro vai "receber doentes do SNS".

MINISTRA RECONHECE MONOPÓLIO DOS PRIVADOS NA HEMODIÁLISE

A ministra da Saúde, Ana Jorge, admitiu ontem perante os deputados da Comissão parlamentar de Saúde, que há efectivamente uma “concentração excessiva” do sector privado, detém 95%, na área da hemodiálise e defendeu, juntamente com o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Manuel Pizarro, a necessidade de alternativas. Isto é mais empresas a entrar no mercado e dar mais relevo ao sector público, melhorando os serviços já existentes e criando outros. Manuel Pizarro disse ainda que o Estado estaria a pagar um valor “excessivo” por esta prestação de serviços e que devido ao monopólio, desde 2005, que o Governo não consegue renegociar o preço das convenções nesta área, quando a intenção era reduzir aquilo que o Estado paga aos privados por estes serviços. Tanto mais que as duas multinacionais que dominam este mercado também monopolizam o fornecimento dos equipamentos e os transportes na hemodiálise.

Esta foi a forma encontrada pela Ministra e pelo Secretário de Estado para responder às criticas dos deputados da Comissão, nomeadamente de João Semedo do Bloco de Esquerda, e de Bernardino Soares do PCP , sobre a excessiva dependência do Estado dos privados nesta área. Rosário Àguas, deputada do PSD, levantou dúvidas em relação ao Protocolo com a Fundação Renal Portuguesa que prevê a construção de 15 novos centros de hemodiálise, um dos quais em Portalegre.

A deputada social-democrata, alegou que  este protocolo viola a lei "as convenções” que devem “ser celebradas com uma lógica prévia de  planeamento e de identificação das necessidades dos cidadãos do ponto de  vista regional, geograficamente".

O Secretário de Estado, Manuel Pizarro argumentou que a Entidade Reguladora da Saúde  tinha dado um parecer sobre o protocolo, concluindo que não tinha havido “privilégios”. Mas não soube explicar como é que o Governo se compromete em assinar convenções com 15 centros sem saber onde vão ser instalados.

Manuel Pizarro alegou também que a instalação de centros de diálise não obedecem à regra que obriga a pedido de autorização prévia e que o Ministério apenas foi contactado para proceder à atribuição de licença e da convenção. Esta justificação levou o deputado João Semedo a dizer que, pelos vistos, “é mais fácil Abril um centro de hemodiálise do que uma restaurante ou um talho”.  Bernardino Soares acabou por solicitar à Ministra um balanço das unidades de diálise do Estado e a enumeração de projectos futuros. O secretário de Estado respondeu que não tinha dados, mas que havia projectos em curso para melhorar unidades nos hospitais e criar outras, dando o exemplo do projecto para a criação de um novo centro no S.João, no Porto.

Foi nesta audição da comissão de saúde que a Ministra admitiu ainda que a construção do novo IPO de Lisboa continua sem decisão, que o diploma para a reintegração de médicos reformados ainda vai ser avaliado e que não abrange apenas os cerca de 600 médicos que pediram este ano a aposentação, mas também os clínicos que já estejam na reforma e que não tenham atingindo a idade máxima dos 70 anos.

 

15 CENTROS DA FUNDAÇÃO RENAL VÃO CUSTAR 40 MILHÕES DE EUROS

Os 15 centros de hemodiálise que a Fundação Renal Portuguesa (FRP) vai construir em todo o País custam cerca 40 milhões de euros. Até ao final do ano serão construídas “três ou quatro novas unidades”, segundo o fundador da FRP, José Manuel Guillade.

Cada unidade representa um custo de um milhão de euros na construção da unidade e um milhão e meio de euros nos equipamentos.

Ao CM, José Manuel Guillade afirmou que o financiamento é suportado por privados e empréstimos “Conseguimos financiamento através de empréstimos bancários, de patrocinadores (sponsors) e, especialmente, de donativos de particulares. Não há um único cêntimo público, não recebemos dinheiro nenhum do Estado.” A contratação de recursos humanos também não é problema para a fundação. “Iremos ter médicos nefrologistas, enfermeiros, nutricionistas, podologistas (para tratar os pés), assistentes sociais e psicólogos, estes últimos especialistas não são obrigatórios por lei.

José Manuel Guillade afirmou ser um dos três fundadores da FRP. Os restantes são o professor universitário José António Colaço, docente no Departamento de Polímeros da Universidade do Minho, e as duas associações de doentes, a Associação Portuguesa de Insuficientes Renais e a Associação de Doentes do Norte de Portugal.

 

fonte: correio da manha online

publicado por rui sousa às 23:36
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Existem "Patrocinadores" que aguardam o pagamento das Obras executas na clinica de Portalegre, as quais foram contratadas para a Zona Virtual,S.A, tendo como seu Administrador o Sr. Dr Paulo Sá Cardoso.
A Zona Virtual,S.A., funcionou neste caso como angariadora dos "patrocinadores", fornecedores que aguardam o pagamento dos trabalhos executados nas Instalações desta mesma Clinica.
Os fornecedores foram enganados por estes dois Srs, Paulo Sá Cardoso e pelo Sr. José Manuel Guillade, tendo este ultimo aparecido em todas as fases da obra ao lado do Administrador da Zona Virtual,S.A., e na fase de pagar alega nao ter conhecimento da situação, o que é no minimo, muito curioso!!
Vitor Figueiredo a 5 de Maio de 2011 às 12:05

Caro Vitor Figueiredo,

Tem toda a razão no que aponta. Pelos vistos esses "patrocinadores" passaram a "doadores" pois nunca foram ressarcidos do seu trabalho.

Como bem aponta, esse Dr. Guillade é uma rica peça pois faz isso com todos os seus fornecedores. Contrata-os, chateia-os, exige-lhes tudo e mais alguma coisa e depois arranja desculpas para não pagar.

Desde o empreiteiro a colaboradores muitos ficarama a "arder" mas, pelo que se sabe, não é situação nova.

Se quiser mais informações pode sempre me contactar pelo e-mail HemodialisePortugal@aol.com ou no blog www.HemodialisePortugal.blogspot.com
Hemodiálise Portugal a 11 de Outubro de 2012 às 12:44

É muito triste de facto ter gente como esta a administrar quer o que seja. Não posso deixar de me tornar solidário com o Sr. Vitor Figueiredo, pela indignação face á atitude destes (senhores) que não tem escrupulos. De igual modo o estado Português deixa em impunidade estas pessoas que se dão ao luxo de ter faltas de memória espantosas...

Meus Senhores, tenham um pouco de dignidade e paguem a quem devem, pois destes dependem postos de trabalho, que vão ser extintos graças à vossa pura Maldade!

Mário Martinho

05/02/2012
mario martinho a 5 de Fevereiro de 2012 às 20:15

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