...a escrever sobre dialise desde 2007...

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Jun 06
Éter - Líquido muito volátil e inflamável resultante da desidratação do álcool pelo àcido sulfúrico.

Confere. Todas as propriedades (excepto o facto da génese ser por desidratação) são confirmadas por mim. O que também confirmo é o estranho facto de não existir consenso quanto à utilização de Éter na pratica de Enfermagem.
Se, por um lado, uns defendem que a possível natureza cancerígena e teratogénica do Éter proíbe o seu uso no corpo humano, outros há que dizem nao haver melhor para tirar a cola dos adesivos e deixar a pele "com bom aspecto" (seja isso o que for) em especial quando se trata de feridas crónicas, ou de relativa cronicidade.
Existem também os menos radicais os que, na ferida (operatória ou não) nunca colocam, mas na região circundante sim. Há também os que passam com uma compressa embebida em Éter de cima abaixo sobre a sutura! Confusos? Eu fico!
Existem também os que, com unhas e dentes, defendem a posição anti-éter com uma suposta orientação do Infarmed que dava conta dos efeitos adversos graves do Éter...por outro lado, temos os pró-éter a desconhecer sequer tal documento (existe?ou é um mistério à la Leonardo DaVinci?)!
O "problema derivado da questão", citando os gato fedorento é que, com tanto diz que não diz, eu nao sei o que fazer! Até porque continuo a ver éter nos hospitais...em que ficamos?

Fonte: www.forumdeenfermagem.com
publicado por rui sousa às 12:28

A verdade é que, nos ultimos meses tenho pensado... afinal eu andei a tirar uma licenciatura para quê?
Trabalho há 5 anos e posso dizer-vos, meus senhores, eu já me orgulhei de ser enfermeiro, hoje e cada dia que passa arrependo-me cada vez mais de não ter seguido uma carreira na construção civil, seria mais promissora concerteza.
Somos o único grupo profissional que não recebe um salário de acordo com o grau académico de base, licenciatura;
Somos olhados pela sociedade como uns tipos e umas tipas que limpam cús e são empregados dos médicos;
Somos detentores de contratos de trabalho precários, nos quais algumas instituições se recusam a pagar suplementos justificando falência técnica (alguns hospitais cá no norte);
Temos instituições privadas que nos oferecem por 40 horas de trabalho e exclusividade um salário que ronda os 700 euros (equiparado a uma empregada de limpeza doméstica, com todo o respeito);
Somos uma classe desunida, não damos a cara pelos problemas comuns, mas resguardamo-nos atrás daqueles que são menos medrosos e acobardamo-nos com medos infundados.
Temos uma Ordem completamente utópica, desintegrada da realidade de enfermagem, que não passa de um lar de 3ª idade honorário que meus amigos é um autêntico poço de dinheiro, façam as contas meus amigos e imaginem quanto´s €€€€€ entram lá por mês!!!
Temos vários sindicatos, que não fazem a mínima ideia do que é trabalhar ao lado de um doente, são tachos meus amigos, tachos para alguns que nunca irão sofrer na pele a repressão; sindicatos que não são mais do que delegações de partidos políticos mascaradas.
Temos chefes e directores que em vez de zelarem pelos nosso interesses, não senhor, zelam pelos interesses dos srs doutores e dos senhores administradores dos hospitais.
É isto e muito mais que é ser enfermeiro em portugal, sinto-me triste, juro-vos que me sinto triste...
Tou a pensar organizar um movimento sindical completamente apartidário e que discuta e resolva os verdadeiros problemas de enfermagem... acordem meus amigos, tomem consciencia do vosso poder e não se deixem ser comidos...
Desculpem a sinceridade do desabafo... Confused

Fonte: www.forumdeenfermagem.org
publicado por rui sousa às 12:21
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