...a escrever sobre dialise desde 2007...

27
Jan 07
No Centro de Hemodiálise de Mirandela  começou, desde Outubro do ano passado, um programa de investigação pioneiro em Portugal, de exercício físico para as pessoas com insuficiência renal crónica.
O objectivo deste exercício é melhorar a sua qualidade de vida e suportar melhor os tratamentos, que têm por semana.
O programa integra três dezenas de pessoas, com idades entre os 36 e os 82 anos, que não se cansam de elogiar a ideia.
A ideia deste programa partiu de André Novo, enfermeiro no serviço de ortopedia do Hospital Distrital de Bragança, que está a realizar um doutoramento em Ciências da Actividade Física e do Desporto. André Novo fez uma proposta à direcção do Centro de Hemodiálise de Mirandela, para implementação de um programa de investigação de exercício físico, em doentes hemodialisados.
O programa tem em consideração que estes doentes têm baixo nível de capacidade física e que, apesar dos avanços significativos no tratamento de substituição renal, os doentes mantém-se limitados fisicamente.
Nesse âmbito, o Centro de Hemodiálise de Mirandela estabeleceu um protocolo com as universidades de Leon e Valladollid, em Espanha, para a realização de um programa de treino, prescrito de forma individualizada e específica, para cada doente.
Nos últimos dias de Outubro foi feita uma avaliação prévia da capacidade física e da qualidade de vida dos doentes hemodialisados.
Desde então, o grupo de voluntários, cerca de 30, estão a ser conduzidos através de um período de treino progressivo, supervisionado e individualizado, em bicicleta reclinada e tapete rolante, com a duração de meia hora, antes de cada sessão de hemodiálise, três vezes por semana. Estas sessões decorrem até ao final deste mês. Nessa altura serão feita a avaliação final, para poder comparar com aqueles que não quiseram participar no programa, disse o enfermeiro. Posteriormente, para cada doente, poderá ser proposto um programa de treino específico.
No entanto, André Novo faz questão de frisar que o principal objectivo é mesmo a melhoria da qualidade de vida dos utentes, que sofrem de uma doença crónica que leva a uma vida sedentária. É necessário torná-los activos, levá-los a conviverem, fazer-lhes sentir que são pessoas como as demais, que podem fazer exercício, e desmistificar a ideia do coitadinho que tem uma doença e não pode fazer nada.
 As novidades não se ficam por aqui. Futuramente o Centro de Hemodiálise de Mirandela (CHM) vai implementar um programa de exercício de força e aeróbio, com bicicletas adaptadas, para ser efectuados durante a própria sessão de quatro horas nos tratamentos.
Para este programa, a direcção do CHM investiu cerca de 20 mil euros nas máquinas de exercício e conta com a colaboração das sub-regiões de Saúde de Bragança e Vila Real no transportes dos doentes.
Francisco Travassos, enfermeiro director do Centro, revela uma enorme satisfação pelos resultados que este programa pioneiro está a conseguir. Pelo menos é comprovado pelo que é transmitido pelos próprios utentes, referiu.
Aquele profissional de saúde revela que as melhorias passam por uma maior mobilidade, pelo facto de conseguirem dormir melhor e, após o treino, estarem mais descontraídos e relaxados, para melhor enfrentarem o tratamento de hemodiálise.
Mas, a grande vitória será conseguir motivar mais doentes crónicos de insuficiência renal para este programa de exercício físico, acrescenta.

estatística
125 é o número de utentes do centro de hemodiálise
63 é a média de idades
30:  número de voluntários do programa
82:  idade do utente mais velho
30:  minutos de exercício físico
240: minutos de duração do tratamento

fonte: www.mdb.pt
publicado por rui sousa às 20:10
tags:

O ministro recebeu as empresas na semana passada, mas a reunião só piorou a divergência entre as partes.

Na hemodiálise há uma crise que põe em risco o atendimento de mais de 2000 doentes este ano. As clínicas privadas não os recebem, porque o Estado não paga os tratamentos. O Ministério da Saúde mandou saber se os Hospitais Públicos têm condições para receber esses novos doentes. Contudo, os médicos garantem, peremptoriamente, que não.

Carlos Silva, hemodialisado e presidente da Associação dos Insuficientes Renais, é um homem preocupado com a saúde dos mais de 2000 novos doentes que vão precisar de ser tratados este ano.

fonte:www.tvi.iol.pt

publicado por rui sousa às 20:08
tags:

Janeiro 2007
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6

7
8
9
10
11
12
13

14
15
16
17
18
19
20

21
22
23
24
25
26

28
29
30
31


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

subscrever feeds
arquivos
mais sobre mim
email
blog.hemodialise@gmail.com
pesquisar
 
blogs SAPO