...a escrever sobre dialise desde 2007...

16
Fev 10

 

A Fresenius Medical Care USA Inc. tem previsto um investimento de 8 milhões de dólares na compra de 100% da X-corporeal, o que vai permitir disponibilizar ao mercado um rim artificial móvel.

 

Trata-se do desenvolvimento de uma plataforma tecnológica extracorporal destinada a ser utilizada em dispositivos para substituir a função de vários órgãos humanos. A plataforma inclui três produtos iniciais: um Rim Artificial Portátil (Portable Artificial Kidney - PAK) para terapêuticas hospitalares de substituição renal, o XCR-6 para hemodiálise em casa e um Rim Artificial Móvel (Wearable Artificial Kidney - WAK) para hemodiálise contínua ambulatória.

 

A administração da X-corporeal aprovou unanimemente a venda e a conclusão do processo de aquisição, que será realizado em três fases, irá decorrer até final do mês de Fevereiro do corrente ano.

 

Ricardo Da Silva, Presidente do Conselho de Administração da Fresenius Medical Care Portugal reforça que “Damos mais um passo na liderança tecnológica de soluções terapêuticas que irão proporcionar uma melhor qualidade de vida aos Insuficientes Renais Crónicos”.

 

fonte:www.fresenius-medical-care.pt

publicado por rui sousa às 15:34
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05
Fev 10
A ADSE está pronta para, no prazo de uma semana, reembolsar toda a facturação que lhe seja apresentada, mas ao SNS e não directamente às clínicas que fazem hemodiálise.

A resposta de uma fonte oficial do Ministério das Finanças surge depois de a Associação Nacional dos Centros de Diálise (ANADIAL) ter afirmado que o Estado tem uma dívida global superior a 33 milhões de euros às clínicas privadas de hemodiálise e que só a ADSE deve cerca de 26 milhões.
   
A mesma fonte do Ministério das Finanças, citada pela agência Lusa, esclareceu que, a partir do acordo celebrado no início de 2008, «as clínicas de hemodiálise relacionam-se exclusivamente com as entidades do Ministério da Saúde» e que até ao final de 2009 estas foram «reembolsadas pela ADSE dos encargos com os seus beneficiários».
 
Segundo um documento da ANADIAL enviado à agência Lusa, as facturas mais antigas em dívida reportam-se a cuidados de saúde prestados em Março de 2008, sendo que «há 23 meses que a generalidade das clínicas não recebe qualquer pagamento por parte» da ADSE e dos subsistemas públicos de saúde. 
 
Para a ANADIAL, esta situação é «insustentável e, se não for resolvida de imediato, poderá pôr em causa a actual cobertura da rede de cuidados de saúde, no âmbito da hemodiálise».

Uma fonte do Ministério da Saúde disse, esta terça-feira, à TSF que o pagamento dos sete milhões de euros que neste momento a tutela tem de pagar às clínicas privadas de hemodiálise não está atrasado, já que o processo está em fase de conferência das facturas.

publicado por rui sousa às 13:00
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04
Fev 10
 

A Associação Nacional de Centros de Diálise (Anadial) acusa o Estado de estar a dever 33 milhões de euros às suas associadas, relativos à realização de tratamentos de hemodiálise. Em comunicado, a associação diz que a maior parte da dívida está associada aos subsistemas públicos, como a ADSE. Só esta tem em dívida 26 milhões.

"As facturas mais antigas reportam-se a cuidados de saúde prestados aos beneficiários em Março de 2008", refere o presidente da associação. César Silva refere que "há 23 meses que a generalidade das clínicas não recebe pagamento destas entidades, financeiramente responsáveis pelos cuidados prestados aos beneficiários". A situação, diz, é "insustentável".

Os prestadores de cuidados de hemodiálise, lançam o alerta: "Se não for resolvido o problema de imediato, poderá ser posta em causa a actual cobertura da rede".

O tratamento de doentes com insuficiência renal já esteve envolvido em várias polémicas. Algumas envolvem a falta de transparência nos processos de exploração dos centros de diálise, dos hospitais, como as adjudicações com mais de 20 anos de centros a entidades privadas, sem se conhecerem critérios. Recentemente, o DN noticiou um acordo estatal com a Fundação Renal, que não tinha personalidade jurídica, com vista à criação de 15 centros.

O Ministério da Saúde esclareceu que, neste momento, tem sete milhões de euros por pagar às clínicas mas que o pagamento não está atrasado, apenas dependente da "conferência das facturas". A ADSE também se mostrou pronta para reembolsar a facturação que seja apresentada, numa semana.

 

fonte: http://dn.sapo.pt

publicado por rui sousa às 12:55
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03
Fev 10


O Ministério da Saúde assinou um protocolo, em Agosto, com a Fundação Renal Portuguesa que permite a esta entidade entrar no mercado da diálise e facturar, pelo menos, 35 milhões de euros por ano. Os parceiros no sector acusam o Governo de favorecer unilateralmente aquela entidade, que pode vir a construir 15 novas unidades de diálise sem que sejam lançados concursos públicos, promovendo concorrência desleal no sector.

 

O Ministério da Saúde refuta as acusações, diz que não foi estabelecido nenhum acordo nem compromisso negocial e sublinha que o protocolo prevê a aceitação da fundação na entrada no mercado da diálise desde que cumpra as regras e sejam estabelecidas convenções.

O CM apurou junto da Entidade Reguladora da Saúde (ERS) que o caso está a ser analisado. "Recebemos a exposição do assunto, temos conhecimento do protocolo e estamos a analisar a questão", referiu ao Correio da Manhã o presidente da ERS, Álvaro Almeida, acrescentando "estar a apurar se são violadas as regras da concorrência". Quanto a conclusões, Álvaro Almeida afirmou que "só dentro de algumas semanas".

César Silva, presidente da Associação Nacional dos Centros de Diálise (Anadial), acusa o Ministério da Saúde de privilegiar a Fundação Renal Portuguesa. "Para as instituições funcionarem têm de ter riqueza, e não se conhece capital naquela entidade. Não entendo por que o ministério está a favorecer a fundação ao dispensar o licenciamento das unidades que vai gerir, porque as entidades públicas são obrigadas a passar pelo crivo das autorizações."

Acusações semelhantes partem do médico Cândido Ferreira, interessado em investir no sector. "Esperava que houvesse um concurso público para a abertura dos 15 novos centros de diálise mas foram oferecidos à fundação, que vai gerir em breve o novo centro de Portalegre e terá uma facturação de cinco milhões de euros." O CM tentou obter um esclarecimento do responsável da fundação mas tal não foi possível até ao fecho desta edição.

ASSOCIAÇÃO DESMONTA ILEGALIDADES

O gabinete jurídico da Associação Nacional dos Centros de Diálise considera "ilegal" o protocolo entre o Ministério da Saúde e a Fundação Renal Portuguesa. Apesar de os estatutos da fundação terem sido publicados em Diário da República em 2005, a associação alega que aquela entidade "não está reconhecida, porque não tinha personalidade jurídica até ao dia 2 de Dezembro. Tal obrigatoriedade legal é alcançada através de um processo de reconhecimento aprovado pelos ministérios da tutela. Po r isso, o protocolo assinado em Agosto não é legal".

PORMENORES

HEMODIÁLISE

A hemodiálise é uma técnica mediante a qual o sangue é purificado quando o rim não é capaz de assumir tal função. Envolve a passagem do sangue do corpo do doente, através de um tubo, para uma máquina.

NOVE MIL PORTUGUESES

Cerca de nove mil portugueses sofrem de insuficiência renal crónica e necessitam de tratamento de substitutição da função dos rins, seja através de hemodiálise ou de diálise peritoneal.

 

fonte: Correio da Manha 16.01.2010

publicado por rui sousa às 21:59
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A hemodiálise noturna feita em casa pode ser não apenas uma "ponte para o transplante", mas também uma "alternativa adequada" ao próprio transplante.

Hemodiálise em casa

Pacientes que fazem hemodiálise em casa durante a noite têm uma sobrevida tão longa quanto os pacientes que recebem transplantes de rins.

A conclusão é resultado de um estudo envolvendo 1.239 pacientes feito no Canadá e publicado no exemplar de Setembro da revista médica Nephrology Dialysis Transplantation.

A hemodiálise doméstica noturna foi comparada com o transplante recebido tanto a partir de doadores falecidos quanto de doadores vivos.

Os resultados sugerem que a hemodiálise noturna - uma diálise intensiva com sessões de seis a oito horas até sete vezes por semana - pode ser não apenas uma "ponte para o transplante", mas também uma "alternativa adequada" para os pacientes que não contam com doadores ou para aqueles cuja cirurgia representa um risco excessivamente elevado.

Tão bom quanto um transplante

O estudo descobriu que a sobrevivência entre os pacientes que fazem a diálise noturna é semelhante à dos pacientes que receberam o transplante de rins retirados de pacientes que morreram. Os pacientes que receberam doação de rins de pacientes vivos tiveram uma sobrevida ligeiramente maior.

A proporção de morte em cada grupo foi medida ao longo de 12 anos, com dados finais de 14,7% de óbitos para os pacientes que fizeram a hemodiálise noturna, 14,3% para os pacientes que receberam transplantes de doadores falecidos e 8,5% para os pacientes que receberam transplantes de doadores vivos.

Vantagens de hemodiálise noturna

"Este estudo realmente me permitirá responder as perguntas que meus pacientes têm feito ao longo da última década: 'O que a hemodiálise noturna vai representar para a duração da minha vida?' Eu agora posso dizer a eles que essa opção específica de diálise é tão boa quanto receber um transplante de um doador falecido," diz o Dr. Christopher Chan, do Hospital Geral de Toronto.

Os resultados divergem de todas as evidências anteriores, que apontavam que a hemodiálise seria inferior aos transplantes. Segundo o Dr. Chan, o resultado ainda comprova que há ganhos com a diálise feita em sessões mais duradouras e feitas mais frequentemente.

 

fonte: http://www.diariodasaude.com.br/

publicado por rui sousa às 16:12

02
Fev 10

Operação Colectiva de Transplante Renal testa novo procedimento para reduzir os anticorpos e facilitar a compabilidade entre doente e dador vivo.

Foi realizado no Hospital da Universidade de Georgetown em Washington,  dirigido pelo médico Dr. J. Keith Melancon, do serviço Kidney and Pancreas Transplant Surgery and Pediatric Transplantation. 

Ele participou numa equipe de médicos pioneira no uso de plasmaférese para abordar compatibilidade doador de rim.

O procedimento reduz os anticorpos de uma pessoa, permitindo-lhes aceitar órgão de outra pessoa, que é especialmente importante para pacientes com altos níveis de anticorpos que fazem a tradicional relação doador receptor praticamente impossível.

 

 

Apesar de esta noticia da rtp, nao abordar o procedimento, fala-nos da operação colectiva de transplantes renais com dadores vivos, subjacente a este tratamento.

 

 

publicado por rui sousa às 20:18

01
Fev 10
Grupo Parlamentar Bloco de Esquerda
 
 

O Estado optou por atribuir a concessão da exploração das unidades de hemodiálise sediadas nos hospitais distritais de Beja, Évora, Aveiro e Portalegre, entre outros, à iniciativa privada. A privatização destes serviços não constitui, na realidade, uma inovação, na medida em que o Estado já havia estabelecido inúmeras convenções com operadores privados, que têm assegurado os cuidados de hemodiálise, há largos anos, nas regiões com maior densidade populacional, onde a perspectiva de lucro se revelava extremamente aliciante.
O primeiro concurso promovido, no que se refere ao concessionamento das unidades de hemodiálise instaladas nos hospitais distritais, diz respeito ao centro de hemodiálise de Beja, onde, apesar de ter sido anunciada como proposta mais favorável a pertencente à Pluribus, empresa portuguesa, a concessão acabou por ser atribuída a uma multinacional norte-americana (NMC), cuja posição foi posteriormente adquirida pela empresa alemã Fresenius. Assim, o Bloco de Esquerda solicita ao Governo, através do Ministério da Saúde, o ponto de situação de todos os contratos de exploração dos serviços de hemodiálise a nível nacional, nomeadamente no que respeita às situações em que existiu prorrogação – incluindo forma de prorrogação e critérios tidos em conta; Acordo para construção e gestão de um novo Centro de Hemodiálise em Portalegre, firmado entre a Câmara Municipal de Portalegre e a Fundação Renal; Acordo de concessão alegadamente firmado, em Agosto de 2009, entre o Ministério da Saúde e a Fundação Renal, no que respeita à construção e/ou gestão de 15 centros de diálise em Portugal; Acordos celebrados com a Fresenius relativamente à construção de um Centro de Hemodiálise em Portalegre. Veja aqui o Requerimento apresentado.

publicado por rui sousa às 22:01
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