...a escrever sobre dialise desde 2007...

14
Jun 06
Éter - Líquido muito volátil e inflamável resultante da desidratação do álcool pelo àcido sulfúrico.

Confere. Todas as propriedades (excepto o facto da génese ser por desidratação) são confirmadas por mim. O que também confirmo é o estranho facto de não existir consenso quanto à utilização de Éter na pratica de Enfermagem.
Se, por um lado, uns defendem que a possível natureza cancerígena e teratogénica do Éter proíbe o seu uso no corpo humano, outros há que dizem nao haver melhor para tirar a cola dos adesivos e deixar a pele "com bom aspecto" (seja isso o que for) em especial quando se trata de feridas crónicas, ou de relativa cronicidade.
Existem também os menos radicais os que, na ferida (operatória ou não) nunca colocam, mas na região circundante sim. Há também os que passam com uma compressa embebida em Éter de cima abaixo sobre a sutura! Confusos? Eu fico!
Existem também os que, com unhas e dentes, defendem a posição anti-éter com uma suposta orientação do Infarmed que dava conta dos efeitos adversos graves do Éter...por outro lado, temos os pró-éter a desconhecer sequer tal documento (existe?ou é um mistério à la Leonardo DaVinci?)!
O "problema derivado da questão", citando os gato fedorento é que, com tanto diz que não diz, eu nao sei o que fazer! Até porque continuo a ver éter nos hospitais...em que ficamos?

Fonte: www.forumdeenfermagem.com
publicado por rui sousa às 12:28

A verdade é que, nos ultimos meses tenho pensado... afinal eu andei a tirar uma licenciatura para quê?
Trabalho há 5 anos e posso dizer-vos, meus senhores, eu já me orgulhei de ser enfermeiro, hoje e cada dia que passa arrependo-me cada vez mais de não ter seguido uma carreira na construção civil, seria mais promissora concerteza.
Somos o único grupo profissional que não recebe um salário de acordo com o grau académico de base, licenciatura;
Somos olhados pela sociedade como uns tipos e umas tipas que limpam cús e são empregados dos médicos;
Somos detentores de contratos de trabalho precários, nos quais algumas instituições se recusam a pagar suplementos justificando falência técnica (alguns hospitais cá no norte);
Temos instituições privadas que nos oferecem por 40 horas de trabalho e exclusividade um salário que ronda os 700 euros (equiparado a uma empregada de limpeza doméstica, com todo o respeito);
Somos uma classe desunida, não damos a cara pelos problemas comuns, mas resguardamo-nos atrás daqueles que são menos medrosos e acobardamo-nos com medos infundados.
Temos uma Ordem completamente utópica, desintegrada da realidade de enfermagem, que não passa de um lar de 3ª idade honorário que meus amigos é um autêntico poço de dinheiro, façam as contas meus amigos e imaginem quanto´s €€€€€ entram lá por mês!!!
Temos vários sindicatos, que não fazem a mínima ideia do que é trabalhar ao lado de um doente, são tachos meus amigos, tachos para alguns que nunca irão sofrer na pele a repressão; sindicatos que não são mais do que delegações de partidos políticos mascaradas.
Temos chefes e directores que em vez de zelarem pelos nosso interesses, não senhor, zelam pelos interesses dos srs doutores e dos senhores administradores dos hospitais.
É isto e muito mais que é ser enfermeiro em portugal, sinto-me triste, juro-vos que me sinto triste...
Tou a pensar organizar um movimento sindical completamente apartidário e que discuta e resolva os verdadeiros problemas de enfermagem... acordem meus amigos, tomem consciencia do vosso poder e não se deixem ser comidos...
Desculpem a sinceridade do desabafo... Confused

Fonte: www.forumdeenfermagem.org
publicado por rui sousa às 12:21
sinto-me:

13
Jun 06

Daniel de Sá:
Exilados da hemodiálise

 

Às vezes fica-se com a ideia de que quem escreve nos jornais pensa que sabe tudo. Quando Pinto Balsemão foi proposto para primeiro-ministro, o Jorge Cabral, com o conhecimento de causa que se lhe reconhece, disse-me que não lhe augurava grande futuro nessas funções porque, como jornalista, sabia um pouco de tudo mas não era especialista em nada. Pareceu-me uma boa definição, confirmada pela passagem efémera de Balsemão pelo cargo.

O assunto que trato hoje é demasiado sério para que me bastasse esse tal saber de tudo um pouco. Acerca de Medicina sei apenas aquilo que faz parte da cultura geral, e por isso tive o cuidado de ouvir a opinião de um amigo médico continental, que tem um coração do tamanho da vida. Mas ele não se contentou em dizer-me o que sabia, e pediu parecer a um dos maiores especialistas portugueses nessa área. (Esta explicação prévia era importante, para que não houvesse quem pensasse que eu estava a arriscar-me por caminhos para os quais não tenho pés para andar.)

Nunca pedi um favor pessoal a Carlos César. Mas, hoje, e embora eu nem sequer tenha gente conhecida nas condições do exílio referido no título, é como se o fizesse. E por isso invoco tudo o que nos une há muito tempo, quer a amizade quer os ideais políticos, para que ele e o seu Governo levem muito a sério o que sugiro. Mais do que sugerir, aquilo que peço, e, se for preciso, suplico.

Uma das situações de doença em que mais me aflige pensar é a de quem necessita de hemodiálise. Vidas presas pelos tubos de uma máquina, três vezes por semana. Vidas que se acabam em pouco tempo, se não puderem dispor desse substituto das funções renais. E por isso se exilam da sua ilha quando nela não há serviço de hemodiálise, o que é o caso da maior parte delas. Sei de uma senhora das Flores que viveu os últimos catorze anos na Terceira. E sei de outra de Santa Maria que está desterrada na Ribeira das Tainhas. Sobre estes dramas, ou se escreveria um livro ou não poderá dizer-se nada...

O que explicou o especialista que referi pode resumir-se simplesmente no seguinte: uma solução para estes casos não passa de uma opção política. Actualmente, há unidades de hemodiálise que podem ser instaladas até em casa do próprio doente. Essas máquinas requerem cuidados especiais, sobretudo no que respeita à sua manutenção e à água que nelas é utilizada, o que todos nós ficámos a conhecer bem pelo triste caso de Évora. Mas a ideia não tem nada de absurda nem sequer de irrealizável. É tudo uma questão de opções. Por exemplo, a manutenção de cada uma das vinte e oito equipas desportivas açorianas em campeonatos nacionais custa incomparavelmente mais do que uma dessa unidades de hemodiálise. Parte do que gastam as nossas Câmaras Municipais em festas seria uma ajuda inestimável, porque este é um sacrifício económico que requer o esforço de vários responsáveis políticos. E entre os próprios familiares dos doentes seria fácil encontrar quem pudesse aprender a técnica requerida, embora, naturalmente, conviesse haver especialistas que acompanhassem regularmente a situação.

No fundo, trata-se de saber se há princípios cristãos que podem ser transpostos para a política, ou se o bem-estar de um cidadão vale por meia dúzia de votos perdidos, porque uma equipa desceu de divisão ou porque na festa cantou menos um ídolo nacional. Ou se a alegria de um golo ou o prazer de um espectáculo de música vale o mesmo, embora oposto, que o sofrimento de um desses irmãos nossos.

Já disse mais do que o necessário. Mas, sinceramente sofrendo um pouco por esses exilados à força, espero, como nunca, deferimento para o que aqui peço. Suplico.

Sexta-Feira, dia 12 de Maio de 2006 

publicado por rui sousa às 11:39
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Máquina de hemodiálise portátil dará liberdade aos pacientes


Máquina de hemodiálise portátil dará liberdade aos pacientes

Pesquisadores da Universidade de Indiana, Estados Unidos, anunciaram estar finalizando os testes de campo em uma nova máquina portátil de hemodiálise. O equipamento já passou por todos os testes preliminares e a avaliação na residência de pacientes é o último passo para que ela possa chegar ao mercado.

Batizada de NxStage System One, a máquina pesa apenas 30 quilos, permitindo que os usuários as utilizem tanto em casa como em viagens. Novos materiais permitiram a construção de filtros menores, muito mais compactos do que os que equipam os equipamentos hospitalares atuais, mas com uma eficiência até superior.

O Dr. Michael A. Kraus, afirmou que os pacientes tratados em casa apresentam pressão sanguínea mais estável e todos eles reduziram ou eliminaram completamente os medicamentos para pressão. As taxas de anemia declinaram e o apetite aumentou.

Mas o maior impacto da máquina portátil de hemodiálise deve ser mesmo a qualidade de vida, eliminando a necessidade do deslocamento contínuo ao hospital.

Fazendo o tratamento em casa, a maioria dos pacientes poderá trazer a normalidade de volta às suas vidas e até mesmo voltar a trabalhar ou estudar. A sessão completa de hemodiálise, com a nova máquina, leva cerca de 2 horas e meia.

Para detalhes adicionais, visite a página da empresa NxStage, que os cientistas fundaram para fabricar a nova máquina (ver endereço no quadro Para Navegar).

Fonte: www.inovacaotecnologica.com.br.

publicado por rui sousa às 11:35
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12
Jun 06
É verdade, não é nenhum boato, existe realmente uma unidade de hemodiálise na ilha de Porto Santo.
Abriu as suas portas em Setembro de 2002, e continua a laborar para todos os insuficientes renais porto-santenses e para todos os que vêm cá passar uns dias nesta ilha paradisíaca!
Para quem quiser os contactos do centro:

Unidade de Hemodiálise do Centro de Saúde Dr Francisco Rodrigues Jardim
Rua Diamantino Lima nº4
9400 - Porto Santo
tel: 291980060  
fax: 291980061

Ficamos a sua espera!!!
publicado por rui sousa às 11:50
música: Belle Chase Hotel - Emotion&Style

Depois de muito pensar e muitas indefinições, surgue aqui o meu primeiro blog!
Seria sobre que? a principal questão que me ponha!
Nada mais normal do que a minha profissão - Enfermagem!
Mas decidi ser mais especifico - Hemodialise, uma valência existente em quase todo o país, incluíndo as regiões mais remotas!!!
abro assim um local para colocar questões sobre a hemodiálise de hoje e sobre o futuro, pois com as inovações tecnológicas as novidades são sempre muitas!!
não tenham receio de se exprimirem!!!
publicado por rui sousa às 11:27
sinto-me: Happy
música: bellechasehotel - sunset boulevard

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