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Dez 06

A unidade de hemodiálise é uma das principais carências do serviço de saúde cabo-verdiano, forçando a que dezenas de doentes tenham que ser deslocados para o estrangeiro, todos os anos, para tratamento da insuficiência renal. Portugal é o país que recebe mais doentes cabo-verdianos através dos acordos bilaterais no âmbito da saúde.

 

O protocolo para a instalação de um serviço de hemodiálise deveria ter sido assinado este fim de semana entre a direccção do HAN e a secretária de Estado-adjunta e da Saúde de Portugal.

 

"Portugal vai contribuir na área da formação de recursos humanos, de projectos para a própria unidade de hemodiálise, já que uma unidade de hemodiálise em termos técnicos tem regras", disse a responsável, adiantando que Portugal vai contribuir com "tudo o que Cabo Verde entender ser necessário para este serviço, principalmente a formação de profissionais", cita a Lusa.

 

A responsável portuguesa encontra-se na Praia para participar no 1º Congresso da Comunidade Médica de Língua Portuguesa. Carmem Pignatelli, que se faz acompanhar do director-geral de Saúde português, Francisco George, fará ainda um conjunto de visitas a instituições e estruturas de saúde da cidade da Praia, para conhecer os principais constrangimentos na questão da saúde, e assim traçar os planos para futuros acordos.

fonte: www.asemana.cv

 
 
publicado por rui sousa às 22:40
música: No speech - guano apes
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A presidente do CNECV, Paula Martinho da Silva, explica que concorda com o levantamento da restrição da actual lei, que limita a colheita de órgãos numa relação de parentesco até ao terceiro grau.
Este parecer foi solicitado ao Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida, pela comissão parlamentar de saúde, no âmbito da alteração da actual lei de tranplante de órgãos e tecidos humanos.
Para o CNECV, deve existir uma relação próxima, afectiva e estável entre o dador e receptor. Esta é a medida restritiva para a doação em vida de orgãos, tecidos e células de modo a evitar a comercialização.
Para confirmação desta relação entre dador e receptor, o CNECV indica a utilização de testemunhas, que irão confirmar esta relação.
O CNECV entende que deve ser constituída uma entidade de verificação e admissibilidade de colheita para transplante, por forma a salvaguardar a isenção de que todos os procedimentos técnicos e éticos estão conformes para a aceitação e efectivação da dádiva.
Segundo o Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida, existem hoje em Portugal 4200 insuficientes renais a fazer diálise que aguardam pelo transplante de um rim.

fonte: www.correiomanha.pt
publicado por rui sousa às 22:26
música: Bloc Party - Banquet
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