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03
Fev 10


O Ministério da Saúde assinou um protocolo, em Agosto, com a Fundação Renal Portuguesa que permite a esta entidade entrar no mercado da diálise e facturar, pelo menos, 35 milhões de euros por ano. Os parceiros no sector acusam o Governo de favorecer unilateralmente aquela entidade, que pode vir a construir 15 novas unidades de diálise sem que sejam lançados concursos públicos, promovendo concorrência desleal no sector.

 

O Ministério da Saúde refuta as acusações, diz que não foi estabelecido nenhum acordo nem compromisso negocial e sublinha que o protocolo prevê a aceitação da fundação na entrada no mercado da diálise desde que cumpra as regras e sejam estabelecidas convenções.

O CM apurou junto da Entidade Reguladora da Saúde (ERS) que o caso está a ser analisado. "Recebemos a exposição do assunto, temos conhecimento do protocolo e estamos a analisar a questão", referiu ao Correio da Manhã o presidente da ERS, Álvaro Almeida, acrescentando "estar a apurar se são violadas as regras da concorrência". Quanto a conclusões, Álvaro Almeida afirmou que "só dentro de algumas semanas".

César Silva, presidente da Associação Nacional dos Centros de Diálise (Anadial), acusa o Ministério da Saúde de privilegiar a Fundação Renal Portuguesa. "Para as instituições funcionarem têm de ter riqueza, e não se conhece capital naquela entidade. Não entendo por que o ministério está a favorecer a fundação ao dispensar o licenciamento das unidades que vai gerir, porque as entidades públicas são obrigadas a passar pelo crivo das autorizações."

Acusações semelhantes partem do médico Cândido Ferreira, interessado em investir no sector. "Esperava que houvesse um concurso público para a abertura dos 15 novos centros de diálise mas foram oferecidos à fundação, que vai gerir em breve o novo centro de Portalegre e terá uma facturação de cinco milhões de euros." O CM tentou obter um esclarecimento do responsável da fundação mas tal não foi possível até ao fecho desta edição.

ASSOCIAÇÃO DESMONTA ILEGALIDADES

O gabinete jurídico da Associação Nacional dos Centros de Diálise considera "ilegal" o protocolo entre o Ministério da Saúde e a Fundação Renal Portuguesa. Apesar de os estatutos da fundação terem sido publicados em Diário da República em 2005, a associação alega que aquela entidade "não está reconhecida, porque não tinha personalidade jurídica até ao dia 2 de Dezembro. Tal obrigatoriedade legal é alcançada através de um processo de reconhecimento aprovado pelos ministérios da tutela. Po r isso, o protocolo assinado em Agosto não é legal".

PORMENORES

HEMODIÁLISE

A hemodiálise é uma técnica mediante a qual o sangue é purificado quando o rim não é capaz de assumir tal função. Envolve a passagem do sangue do corpo do doente, através de um tubo, para uma máquina.

NOVE MIL PORTUGUESES

Cerca de nove mil portugueses sofrem de insuficiência renal crónica e necessitam de tratamento de substitutição da função dos rins, seja através de hemodiálise ou de diálise peritoneal.

 

fonte: Correio da Manha 16.01.2010

publicado por rui sousa às 21:59
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A hemodiálise noturna feita em casa pode ser não apenas uma "ponte para o transplante", mas também uma "alternativa adequada" ao próprio transplante.

Hemodiálise em casa

Pacientes que fazem hemodiálise em casa durante a noite têm uma sobrevida tão longa quanto os pacientes que recebem transplantes de rins.

A conclusão é resultado de um estudo envolvendo 1.239 pacientes feito no Canadá e publicado no exemplar de Setembro da revista médica Nephrology Dialysis Transplantation.

A hemodiálise doméstica noturna foi comparada com o transplante recebido tanto a partir de doadores falecidos quanto de doadores vivos.

Os resultados sugerem que a hemodiálise noturna - uma diálise intensiva com sessões de seis a oito horas até sete vezes por semana - pode ser não apenas uma "ponte para o transplante", mas também uma "alternativa adequada" para os pacientes que não contam com doadores ou para aqueles cuja cirurgia representa um risco excessivamente elevado.

Tão bom quanto um transplante

O estudo descobriu que a sobrevivência entre os pacientes que fazem a diálise noturna é semelhante à dos pacientes que receberam o transplante de rins retirados de pacientes que morreram. Os pacientes que receberam doação de rins de pacientes vivos tiveram uma sobrevida ligeiramente maior.

A proporção de morte em cada grupo foi medida ao longo de 12 anos, com dados finais de 14,7% de óbitos para os pacientes que fizeram a hemodiálise noturna, 14,3% para os pacientes que receberam transplantes de doadores falecidos e 8,5% para os pacientes que receberam transplantes de doadores vivos.

Vantagens de hemodiálise noturna

"Este estudo realmente me permitirá responder as perguntas que meus pacientes têm feito ao longo da última década: 'O que a hemodiálise noturna vai representar para a duração da minha vida?' Eu agora posso dizer a eles que essa opção específica de diálise é tão boa quanto receber um transplante de um doador falecido," diz o Dr. Christopher Chan, do Hospital Geral de Toronto.

Os resultados divergem de todas as evidências anteriores, que apontavam que a hemodiálise seria inferior aos transplantes. Segundo o Dr. Chan, o resultado ainda comprova que há ganhos com a diálise feita em sessões mais duradouras e feitas mais frequentemente.

 

fonte: http://www.diariodasaude.com.br/

publicado por rui sousa às 16:12

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