...a escrever sobre dialise desde 2007...

17
Abr 10

Após ter lido no blog Plano de Cuidados, um post sobre esta noticia, deparo-me com algumas dúvidas...

Como diz o Daniel Rodrigues, (e com alguma razão!) estes transportes deveriam ser realizados por ambulâncias, visto estarem melhores equipadas e terem pessoal com mais formação!!! Se isto é verdade, é verdade também que já existe empresas, especializadas no transporte de doentes, onde se incluem o transporte para a hemodiálise. Se isto garante uma melhoria dos cuidados? só por si, garantidamente que não!!! De que nos vale o doente ir numa ambulância (só de nome, às vezes é mais uma carrinha de transporte) com pessoal com pouca formação (atenção que sei que existe formação, e não estou a falar dos bombeiros!) se acontecer algum incidente na viagem o que podem fazer é trazer de volta à clinica ou envia-lo ao serviço de saúde mais próximo!!! isto é o que acontece com os taxistas!!!

Agora não gosto de ver, 4 doentes enfiados num taxi, como lata em sardinhas, muitos deles com mais de uma hora de viagem...

Nesta situação as ambulâncias podem permitir outro conforto..

Por exemplo falou-se muito da gripe A, de todos os cuidados a serem estabelecidos nos hospitais, clínicas, todos os serviços de saúde, e estes doentes vinham e veêm dentro das suas "latinhas" para o tratamento!!! Mais uma vez estavam a "tapar o sol com a peneira"!!!

Outra situação referida na noticia original, é o termino do pagamento aos taxistas, sendo o doente a adiantar esse valor!! Aqui irá ser um problema para os doentes, sendo que muitos são idosos, com baixos rendimentos, sem quaisquer condições de suportarem estes valores... mas que assume a responsabilidade de estes doentes não irem para as clínicas??? os taxistas??? as ARS??? alguém será responsável...

Muitos tópicos para uma discussão mais ampla... podem acompanhar a troca de opiniões no Plano de Cuidados, esta foi só uma visão de alguem que trabalha na área.

publicado por rui sousa às 22:17
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14
Abr 10

O Estado gasta 290 milhões de euros por ano com os cerca de 10 300 doentes dependentes de hemodiálise, o que corresponde a uma despesa de 5,6 milhões de euros por semana (um milhão por cada dia útil), segundo dados fornecidos ao CM pela Fundação Renal Portuguesa (FRP). Deste valor, o Ministério da Saúde adianta que 130 milhões são pagos às empresas privadas, que concentram 95% dos serviços nesta área através de convenções.

Para reduzir esta dependência do privado, o Ministério da Saúde vai investir na área da diálise no sector público, com a criação de novas unidades e remodelação das existentes nos hospitais, anunciou ontem o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Manuel Pizarro, no Parlamento, num debate em que também esteve presente a ministra Ana Jorge. Um dos exemplos do reforço é a criação de um centro no Hospital S. João (Porto) para substituir a assistência já prestada no serviço de nefrologia.

Enquanto não avançam os projectos no público, a FRP inaugura segunda-feira, em Portalegre, a primeira das 15 clínicas de hemodiálise, cujo protocolo foi assinado em Agosto de 2009 com o MS. Esta entidade tem capacidade para 360 doentes e vai concorrer com o sector privado, que está a construir um centro naquela cidade. A oposição levantou dúvidas sobre o protocolo. Ao CM, o presidente da FRP, José Manuel Guillade, afirmou que o novo centro vai "receber doentes do SNS".

MINISTRA RECONHECE MONOPÓLIO DOS PRIVADOS NA HEMODIÁLISE

A ministra da Saúde, Ana Jorge, admitiu ontem perante os deputados da Comissão parlamentar de Saúde, que há efectivamente uma “concentração excessiva” do sector privado, detém 95%, na área da hemodiálise e defendeu, juntamente com o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Manuel Pizarro, a necessidade de alternativas. Isto é mais empresas a entrar no mercado e dar mais relevo ao sector público, melhorando os serviços já existentes e criando outros. Manuel Pizarro disse ainda que o Estado estaria a pagar um valor “excessivo” por esta prestação de serviços e que devido ao monopólio, desde 2005, que o Governo não consegue renegociar o preço das convenções nesta área, quando a intenção era reduzir aquilo que o Estado paga aos privados por estes serviços. Tanto mais que as duas multinacionais que dominam este mercado também monopolizam o fornecimento dos equipamentos e os transportes na hemodiálise.

Esta foi a forma encontrada pela Ministra e pelo Secretário de Estado para responder às criticas dos deputados da Comissão, nomeadamente de João Semedo do Bloco de Esquerda, e de Bernardino Soares do PCP , sobre a excessiva dependência do Estado dos privados nesta área. Rosário Àguas, deputada do PSD, levantou dúvidas em relação ao Protocolo com a Fundação Renal Portuguesa que prevê a construção de 15 novos centros de hemodiálise, um dos quais em Portalegre.

A deputada social-democrata, alegou que  este protocolo viola a lei "as convenções” que devem “ser celebradas com uma lógica prévia de  planeamento e de identificação das necessidades dos cidadãos do ponto de  vista regional, geograficamente".

O Secretário de Estado, Manuel Pizarro argumentou que a Entidade Reguladora da Saúde  tinha dado um parecer sobre o protocolo, concluindo que não tinha havido “privilégios”. Mas não soube explicar como é que o Governo se compromete em assinar convenções com 15 centros sem saber onde vão ser instalados.

Manuel Pizarro alegou também que a instalação de centros de diálise não obedecem à regra que obriga a pedido de autorização prévia e que o Ministério apenas foi contactado para proceder à atribuição de licença e da convenção. Esta justificação levou o deputado João Semedo a dizer que, pelos vistos, “é mais fácil Abril um centro de hemodiálise do que uma restaurante ou um talho”.  Bernardino Soares acabou por solicitar à Ministra um balanço das unidades de diálise do Estado e a enumeração de projectos futuros. O secretário de Estado respondeu que não tinha dados, mas que havia projectos em curso para melhorar unidades nos hospitais e criar outras, dando o exemplo do projecto para a criação de um novo centro no S.João, no Porto.

Foi nesta audição da comissão de saúde que a Ministra admitiu ainda que a construção do novo IPO de Lisboa continua sem decisão, que o diploma para a reintegração de médicos reformados ainda vai ser avaliado e que não abrange apenas os cerca de 600 médicos que pediram este ano a aposentação, mas também os clínicos que já estejam na reforma e que não tenham atingindo a idade máxima dos 70 anos.

 

15 CENTROS DA FUNDAÇÃO RENAL VÃO CUSTAR 40 MILHÕES DE EUROS

Os 15 centros de hemodiálise que a Fundação Renal Portuguesa (FRP) vai construir em todo o País custam cerca 40 milhões de euros. Até ao final do ano serão construídas “três ou quatro novas unidades”, segundo o fundador da FRP, José Manuel Guillade.

Cada unidade representa um custo de um milhão de euros na construção da unidade e um milhão e meio de euros nos equipamentos.

Ao CM, José Manuel Guillade afirmou que o financiamento é suportado por privados e empréstimos “Conseguimos financiamento através de empréstimos bancários, de patrocinadores (sponsors) e, especialmente, de donativos de particulares. Não há um único cêntimo público, não recebemos dinheiro nenhum do Estado.” A contratação de recursos humanos também não é problema para a fundação. “Iremos ter médicos nefrologistas, enfermeiros, nutricionistas, podologistas (para tratar os pés), assistentes sociais e psicólogos, estes últimos especialistas não são obrigatórios por lei.

José Manuel Guillade afirmou ser um dos três fundadores da FRP. Os restantes são o professor universitário José António Colaço, docente no Departamento de Polímeros da Universidade do Minho, e as duas associações de doentes, a Associação Portuguesa de Insuficientes Renais e a Associação de Doentes do Norte de Portugal.

 

fonte: correio da manha online

publicado por rui sousa às 23:36
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